Comuniverso - Lendas e Contos

Tuesday, March 20, 2007

Prólogo III - O fim do começo

Olá pessoal! Depois de muito tempo sem escrever, voltamos à história "O Alce, o Koala e o Vento", com a terceira parte do prólogo sobre os personagens.

Divirtam-se!


Diego, El Chico Koala

Em um dia de sol, Gabriela Cuarón e Armandito Marques estavam passeando pelo centro de Buenos Aires, em frente à Casa Rosada. Estavam apaixonados. Entre suspiros e risadinhas prometeram amor eterno um ao outro. Eram adolescentes e, para selar sua paixão, resolveram partir para uma viagem de intercâmbio para Austrália. Obviamente não contaram para seus pais que iriam juntos, mas conseguiram, com muito custo, convencê-los a não os mandarem para os Estados Unidos. Queriam algo novo, onde pudessem se encontrar sem que ninguém ficasse perturbando. Seus pais achavam que a Austrália era apenas um grande deserto com um monte de cangurus e mais nada.
Então foram. O casal conseguiu se arranjar para ficarem na mesma cidade, para que pudessem estudar juntos e se encontrar sempre. Teriam um ano para isso, um ano inteiro... quase não se controlavam de tanta emoção.
Chegaram na Austrália como dois pombinhos apaixonados. Se viam todos os dias com muito mais liberdade de fazer o que quisessem do que tinham em Buenos Aires. Obviamente, toda essa liberdade não deu certo. Um mês depois de chegarem, Gabriela ficou grávida e, na semana seguinte, brigou com Armandito por ele ter engraçado com uma australiana loura de um metro e oitenta e olhos verdes. Nove meses depois do incidente, Gabriela se viu em uma sinuca de bico: não podia contar para seus pais que teve um filho, e não podia contar com a ajuda de Armandito. Depois de muitas lágrimas, deixou a criança dentro de um cesto a boiar em um rio numa floresta próxima à cidade onde morava.
Algumas horas depois, o cesto prendeu em um galho, na beira do rio e lá ficou. Até que uma família de Koalas o avistou e o salvou da morte certa. Os Koalas eram muito amistosos e o criaram com muito carinho. A criança rapidamente aprendeu a se relacionar com os animais da floresta e ficou amigo de um canguru serelepe que vivia a aprontar confusões pela savana. O canguru era muito bom de Boxe, e ensinou o menino a se defender dos perigos dos predadores da floresta. Um dia até o salvou do ataque de um Ornitorrinco Mau-Humorado que queria bater no menino quando ele disse que não sabia que raio de bicho estranho era aquele.
Porém, um belo dia, o Canguru serelepe resolveu entrar em um prédio estranho que ficava em uma floresta. Os dois passaram por uma grade e entraram. Na parte de trás do prédio havia uma pequena jaula onde se encontravam 3 koalas. O menino ficou muito triste e, ele e o Canguru, resolveram salvar os pobres bichinhos. No entanto, os bichinhos não eram inofensivos não. Na verdade, o prédio era um laboratório de genética onde eles estavam alterando Koalas geneticamente para uso de guerra, mas ainda não os tinham testado completamente, então eram mantidos separados de outros animais. Os Koalas eram muito nervosos e atacavam tudo o que viam pela frente. Com o Menino não foi diferente. O atacaram com muita violência, mas o Canguru o ajudou a se desvencilhar e fugiram para a floresta.
O pobre menino caiu doente depois do ataque e passou duas semanas em estado semi-consciente e com muita febre. Mamãe-Koala não sabia mais o que fazer. Até que o menino acordou de vez e a febre passou. Todos ficaram felizes e a vida do menino mudou muito, pois estava entendendo melhor o que os Koalas estavam dizendo, não mais passava mal ao comer eucalipto e era tão ágil quanto seus coleguinhas. Inclusive já conseguia até ganhar do seu amigo Canguru na luta de Boxe.
Tudo que é bom dura pouco e, quando o menino tinha uns quinze anos, uns ativistas brasileiros, que estavam fazendo intercâmbio na mesma cidade que Gabriela e Armandito haviam ficado 15 anos antes, acharam o pobre garoto. O ensinaram a falar português e inglês e lhe disseram que eram ativistas de um Grupo Fundado para Ajudar as Crianças Brasileiras que Foram Criadas por Grupos de Animais em Diversos Lugares do Mundo (ou GFACBFCGADLM para ficar mais fácil). Com o tempo levaram o garoto para o hospital e fizeram testes de paternidade e maternidade, pois mães do Brasil inteiro tinham ido ao programa do Ratinho dizer que tiveram seus filhos seqüestrados quando eles nasceram. Acabaram descobrindo, em uma amostra de sangue anônima vinda da Argentina, que o garoto era filho de argentinos. Logo, era Argentino também. Foi uma loucura, começaram campanhas no mundo inteiro para manterem o garoto na Austrália porque lá era muito melhor e os brasileiros logo esqueceram do menino. Não antes, é claro, de fazerem um concurso mundial para batizar o menino-Koala. O ganhador do concurso foi um garoto que trabalhava na xerox em um lugar qualquer no Brasil. Ele disse: "Já que o tal Koala é argentino, porque não dar a ele o nome do ‘Deus’ argentino: Diego"
Anos depois de toda confusão, Diego estava sozinho e o dinheiro da GFACBFCGADLM estava acabando. Foi à floresta visitar seus amiguinhos (os quais não deixou de visitar após ter descoberto sua origem). Quando chegou lá, viu a Mamãe-Koala sendo seqüestrada por 8 homens do laboratório que ele tinha invadido anos antes. Viu também seu amigo Canguru lutando para salvá-la e caindo no chão com um tiro de um dos homens. Diego enlouqueceu de raiva e saltou com tudo para cima dos assassinos. Atacou-os com extrema violência e raiva até ter eliminado todos. Quando parou, percebeu que suas mãos estavam diferentes (parecidas com patas de koala) e seus braços estavam peludos. Quando se acalmou os pelos sumiram e as mãos voltaram ao normal. Não sabia mais o que fazer. Despediu-se da Mamãe-Koala e fugiu para o coração da floresta.

Monday, August 07, 2006

Prólogos II - o meio do início

Ângela Lehve

Ela era uma menina-moleque. Sempre fora assim. Mesmo quando era muito pequena, na companhia de seus pais, havia um senso comum de que Ângela lhes traria seus primeiros fios brancos.
Mas não haveria nenhum fio branco.
Seus pais eram ambos cientistas. Conheceram-se no laboratório, pesquisando algo sobre como fótons poderiam desaparecer em um lugar e aparecer em outro se atingidos por um determinado raio.
Apaixonaram-se e resolveram se casar quando descobriram uma gravidez um tanto imprevista.O casal foi muito feliz por alguns breves anos. A despeito do colégio semi-interno, Ângela acompanhava-os ao laboratório regularmente, e a máquina que produzia aquele raio específico sempre lhe causou fascínio.
Houve um domingo no qual o casal decidiu não ir ao laboratório. A máquina estava programada para produzir o raio no horário rotineiro, e o computador tomaria nota dos dados para a pesquisa. A família teve um perfeito dia... familiar. Mas a noite caiu, e é no cair da noite que agem as criaturas vis. O apartamento foi invadido por assaltantes, Ângela se escondeu debaixo de uma mesa, mas seus pais ficaram à mercê dos invasores, e tentaram reagir. Foram ambos mortos sem misericórdia com tiros à queima-roupa.
- Dizem que ela assistiu tudo.
- Mas ela só tem oito anos! Coitada da menina...
- Ela não fala nada?
- Não. Muda desde que encontraram, dentro da câmara de fótons.
- Você sabe o que ela estava fazendo lá?
- Não. Vai ver queria ficar sozinha. Será que o raio machucou ela?
- Não parece. Estava programado, é?
- Pras sete e trinta e cinco da noite.
- Ela sabia?
- Acho que não.
Ângela foi encaminhada para tratamento psiquiátrico, mas depois de alguns anos o laboratório pressionou o médico para que ele dissesse que ela estava apta a uma vida normal, de forma que eles não mais se responsabilizaram pelo destino da órfã. E ela cresceu com parentes distantes, ávida por sua independência o quanto antes. Era necessário que ela morasse sozinha, pois seus pesadelos, ilusões e desmaios continuavam incomodando, e freqüentemente faziam-na aparecer em lugares estranhos da casa. Seus tios até chegaram a pesquisar sonambulismo, mas algo os fez parar quando Ângela apareceu dentro de um quarto trancado, para o qual ela não tinha a chave. Os olhares eram tão penetrantes que em um mês ela conseguiu um sub-emprego e saiu de casa. No entanto, sua índole não permitia receber ordens estúpidas durante muito tempo, então ela foi migrando de sub-emprego a sub-emprego, até encontrar aquele do qual nunca seria demitida: Ângela era agora uma courier.
- Incrível. Saiu há meia hora, e está voltando.
- Mas a entrega não era do outro lado da cidade?
- As três entregas, sim.
- - - - - -

Mais um dia normal na vida de Ângela. Ela acorda de mau-humor, se arrasta até a cozinha, faz um chocolate e torradas, leva tudo até a sala, liga a tv, senta à mesa, descobre que esqueceu a geléia, se teletransporta[1] até a cozinha, pega a geléia, se teletransporta de volta para a sala, termina de comer e ver um dos desenhos animados matinais, vai até o banheiro, toma banho, se veste, pega a bolsa esportiva com o uniforme da HERMES - courier ltda. e sai porta afora para mais um dia de trabalho.No caminho para a empresa, em pé num ônibus cheio, e sentindo uma inegável simpatia pelas sardinhas enlatadas, Ângela não consegue impedir que certas lembranças aflorem à sua mente.
[Eu quero sair daqui. Eu quero sumir, sumir, sumir!]
*PUF*- Ei! Cadê a garota?! Quem deixou ela sair da câmara de fótons?
- Pra onde ela foi?
- Parem de olhar e procurem! A gente não pode deixar esse acidente vazar! Já pensou se um repórter enxerido...[Onde eu estou...? Que enjôo, acho que eu vou vomitar...]
- Achei! Ela tá aqui!
...- Menina, como você saiu?
[Saí? .... Ah, é... eu estava na câmara...]
- Não sei... Não lembro direito...
[Como foi que eu saí?]
- Ela ainda tá em choque. Vamos levar ela logo pro médico...
O ônibus dá um solavanco e Ângela vê o ponto onde deveria saltar indo embora. Ela avalia suas chances, mas há muita gente, então ela se resigna a esperar o próximo ponto e se prepara para caminhar alguns quarteirões a mais até a empresa.
Durante a caminhada, Ângela prende seu cabelo, já seco, num rabo de cavalo e começa a entrar no seu papel de garota-descolada-que-não-dá-a-mínima-para-nada habitual. Ela entra como um foguete pela porta central, ignora o recepcionista pervertido e vai direto para o vestiário. Uma vez dentro, passa reto por garotas fúteis conversando sobre uma criatura que mais parece saído de uma revista em quadrinhos.
- Ai, mas ele é o máximo! Ele é forte, deve ter rios de dinheiro, e o que ele faz... ele até voa!
- Ah, mas ele é velho! Ele lutou na Segunda Guerra!
- Então ele deve ter uns... quantos anos?
- Não sei... Quando foi a Segunda Guerra mesmo?
Ângela se troca e sai do vestiário na maior velocidade possível. Chega perto do recepcionista e pega suas entregas para o dia, sem poder evitar antes ouvir uma piadinha suja, e sai.
Ela olha para os vales-transporte que o recepcionista deu. Seu salário ainda demoraria alguns dias para sair. Ela pensa duas vezes e resolve arriscar. Estuda seu trajeto até o destino da entrega, olha para os lados, entra no prédio comercial ao lado. Entra no elevador, aperta o botão do último andar, chega no último andar, encontra as escadas de incêndio e sobe. Chegando no terraço, Ângela anda lentamente até o parapeito e olha para baixo. Calcula a queda e se convence que provavelmente não sobreviveria. Então olha bem fixamente para o topo do prédio em frente, fecha os olhos... e desaparece.

[1] esta nota é, primeiro, uma homenagem ao Kadu. Em segundo lugar, ela serve para explicar que bem... sim, é isso mesmo, ela se teletransporta.

Para ver este conteúdo em seu habitat original, bem como saber mais sobre seu autor, veja o post de 19/04/2004 do Blanche Goes Wild

Monday, June 26, 2006

Prólogos - o início do início

Olá, Pessoal! Aqui quem fala é a Kirjava, uma dos comuniversians que quem já conhece já conhece, e quem não conhece vai conhecer ao longo das postagens deste... universo.
Começamos com o primeiro capítulo desta história, o prólogo sobre a vida de Alcebíades, que, julgo eu, pode se apresentar sozinho.

Alcebíades – O agente especial brasileiro

Era um bebê sem nome. Bem, na verdade, ele até que tinha um nome, assim como seus pais. E, embora todos sejam batizados, esses nomes iniciais não terão a menor influência e/ou pertinência no decorrer desta história, portanto, não cabe a mim dizê-los aqui. Ou sequer me dar ao trabalho de pensar nisso.
Agora, isto é um fato: Ele nasceu. E mal saiu do hospital, seus pais se meteram junto com ele em um avião e foram para o país do Hockey, gente metida e casas com portas abertas: o Canadá. Nenhum lugar em específico, apenas "O Canadá". A idéia deles era deixar o pobre garoto com pelo menos duas nacionalidades. Caso ele não fosse bem sucedido em um dos países, poderia fugir para o outro e arranjar um emprego sem maiores problemas, embora a diferença seria mais ou menos "sair-do-Brasil-e-virar-pedreiro-no-canadá" ou "sair-do-canadá-e-virar-executivo-no-Brasil", independente de qualquer especialização. E uma vez que é bastante improvável que os dois países se enfrentem seriamente em qualquer evento esportivo de maior relevância (a.k.a. hockey e futebol), ele não sofreria do clássico "coração dividido". É, isso poderia ser um motivo, mas na verdade a escolha pelo Canadá foi feita pela mãe, que simplesmente a-do-ra a Celine Dion.
Com um futuro (e pais deste tipo) pela frente, nada mais justo que o avião sofra algum sério acidente e o livre do terrível destino que o espera. E, sim, ele sofreu. Caiu bem no meio da floresta canadense, pouco antes de pousar e, segundo o Canadian Herald, foi um acidente de enormes proporções, que derrubou uma estação de esqui, matou todos os 144 passageiros, a tripulação, o faxineiro da estação de esqui, um alce e derrubou alguns pinheiros (além de matar também algumas dezenas de esquilos, pássaros e outros animais de pequeno porte, bem como um guarda da polícia montada, mas quem se importa com eles?). Acontece que o Canadian Herald, assim como qualquer outro periódico, não é lá muito confiável, quer dizer, eles acertaram todas as outras baixas (até a dos esquilos), menos a dos passageiros do avião.
E lá estava o nosso bebê, abandonado, na Tundra, chorando. Até ser encontrado por uma infeliz mamãe-alce-recém-órfã de filho. Então assim foi. O bebê foi adotado por uma manada de alces e cresceu deste jeito, mascando capim aqui, passando mal ali; dando marradas (cabeçadas) aqui, ficando desacordado por dois dias ali e por aí vai. O problema é que o Canadá não é um país que prima pelas suas reservas energéticas, logo, eles resolvem isso com algumas usinas termonucleares aqui e ali. E nossa manada em questão vivia muito próxima a uma delas (uns dois quilômetros à esquerda do terceiro montinho de neve contando a partir da pedra redonda do riacho). Não que a manada ou os funcionários se importassem muito com isso, mas o fato é que alguns deles ocasionalmente brilhavam no escuro.
Certo dia, mais ou menos uns oito anos depois, o Daily Canadian Times
[1] noticiou como sendo verdade a história de um menino-alce vivendo pelas Tundras do país. Isso era quase como uma lenda urbana por lá, graças a alguns relatos que diziam ter visto o garoto com o Pé-grande, um menino-carcaju e o chupacabra. Foi uma comoção mundial. Todos ficaram penalizados pelo pobre garoto não viver na sociedade urbana e pensando no melhor para ele, trancafiaram toda a manada de alces num zoológico e puseram o menino numa escola. Nem bem deu duas semanas, uma rede de tv daqui descobriu que ele, na verdade, era brasileiro. E então o Brasil se comoveu. Foram organizadas campanhas de arrecadação de dinheiro por telefone durante shows de MPB para ajudar as crianças brasileiras que foram criadas por grupos de animais em diversos lugares do mundo[2], jornais falaram disso por semanas e especiais dominicais na tv para mostrar como ele vivia triste no Canadá tentando jogar hockey com o disco na boca. Lá pelas tantas, o governo brasileiro resolveu ceder à pressão da população e reclamar a posse do guri.
Estabelecida a "relação-Iruán", o garoto veio. Chegou com festa, jogo de futebol, show de pagode e passeio em carro de bombeiro, com direito a apresentadoras infantis fora de seu tempo e repórteres-apresentadores de reality shows. E então o Menino-alce foi esquecido dois dias depois. Algo sobre algum jogador de futebol muito feio ter traído a sua "esposa-modelo-atriz-cantora-apresentadora-jornalista", com uma outra "modelo-atriz-cantora-apresentadora-jornalista-e-esportista" em alguma boate extremamente cara do Rio de Janeiro. Por um lado isso até que foi bom pra ele, mas depois de todo o fuzuê montado o Governo tinha duas opções: ou mandam ele pra FEBEM e temos mais um problema daqui há alguns anos quando a rede de TV que o descobriu descobri-lo de novo, ou aproveitam o fato de ele estar "cru" e criam mais um Agente Especial. E desta forma, ele foi mandado para a seção de treinamento de Agentes Secretos do Governo Brasileiro.
Um adendo: Essa agência realmente existe, apesar de todos os esforços para a crença em contrário. Isso fora o fato do Brasil ser a zona que é, o que ajuda bastante a escondê-la dos olhares mais curiosos e faz com que ninguém sequer cogite a possibilidade de sua existência. Embora os poucos que a façam geralmente pensem em um bando de funcionários públicos gordos, sebentos e pesados jogando cartas em algum lugar secreto ao lado do forno da padaria do Seu Manel com um radinho de pilha sintonizado num jogo de futebol aleatório e esperando alguma notícia de última hora sobre a invasão comunista ou o fim da Guerra Fria.
Na verdade a Agência é bastante moderna. Eles contam com um enorme contingente de cientistas "que foram roubados por outros países porque o Brasil é uma merda", um grupo de agentes especiais de ações táticas, e o SIA (Sistema de Informações Automatizado - na verdade, isso foi uma piada do estagiário do setor da xérox, mas todo mundo concordou que era um bom nome, além de confundir os mais desavisados), um supercomputador com Inteligência Artificial que repassava e obtinha um grande número de informações no menor tempo possível
[3], além de ser uma ótima pessoa e fazer um cafezinho tão bom quanto o da D. Wilma. Na verdade, ninguém sabe o porquê da Agência existir, mas ela existe. E trabalha muito melhor que a canadense, diga-se de passagem, afinal, eles nem têm um grupo de super-heróis decente.
De qualquer forma, o garoto foi mandado para a Agência e foi devidamente batizado de Alcebíades da Silva (novamente, a idéia do nome foi do mesmo estagiário engraçadinho do setor da xérox, como pura brincadeira, mas todo mundo concordou que era um bom nome - "até que é bonitinho", disse a D. Wilma, a tia do café). Ele foi incluído no programa de treinamento e testes, e foi assim que descobriram algo de errado na sua constituição genética. E, na seqüência de "Porrada v 5.0", descobriram que essa alteração permitia que o jovem Alcebíades pudesse se duplicar se sofresse algum impacto superior a um "tostão no braço". Assim sendo, todos evitaram lhe dar tostões. Mas, cerca de um ano depois, Alcebíades entrou em contato com algumas substâncias inofensivas na aula de química. E espirrou. Para o espanto do Dr. Moura, seu tutor, em seu lugar havia um alce. Ele espirrou de novo, e voltou a ser um garoto. E então ele entrou numa crise e ficou se transformando nos 25 minutos seguintes... "Precisamos fazer algo quanto a isso", pensou o Dr. Moura.


[1] o Canadian Herald faliu uns seis anos antes;
[2] incrivelmente, acharam um menino-koala na Austrália, mas logo se descobriu que ele era Argentino;
[3] cortando pela metade o uso dos Boys, apesar do dinheiro que os mantinha continuar vindo.

Para ver este conteúdo em seu habitat original, bem como saber mais sobre seu autor, veja o post de 14/09/2004 do Caixa de Mensagens

Tuesday, May 30, 2006

Vivaaaaaa!!!!


E está inaugurado o blog do Comuniverso!